Cartão, Conversação e Confirmação! O conceito 3C.

Padrão

3879260297_dfc867d531
Fichas de papel, cartões de papel ou index cards, são uma excelente forma de manter a vista novas ideias para um produto de software. E a melhor característica delas é o espaço limitado. Hein?

Sim.

Você não vai conseguir colocar toda informação necessária na ficha. E isto é bom, pode acreditar.

Em 2003 quando eu estava estudando eXtreme Programming, ouvi uma história do Ron Jeffries sobre 3C. E desde então eu aplico e ensino isto, pelo valor que esta prática agrega no dia a dia de um projeto.

O conceito do 3C é baseado em iniciar com a escrita de uma ideia em um cartão, para que possamos lembrar. O cartão é o primeiro C. E ele leva ao próximo, gerando um “lembrete para a conversação”.

Que é o que precisamos gerar, conversas. O objetivo com isto é validar as ideias, com pessoas que podem ajudar no tópico. O melhor nestas conversas é criar exemplos que ajudem a validar a mesma. Estes exemplos acabam virando depois cenários de aceitação da história. Se é um cálculo, exemplos de cálculos. Através deste processo, criamos um “cartão executável“. E este é o nosso segundo C. Ah, um cartão normalmente possui um documento auxiliar, onde o requisito em questão é documentado seguindo os padrões que a equipe utiliza.

Estas conversas ajudam o time a identificar alguns atributos para os cartões, exemplo?
– senso de valor
– prioridade
– risco associado
– qualquer-atributo-que-o-time-consiga-ver-valor.

O terceiro C é sobre confirmação. Através das conversas com o time e clientes poderemos entender como validar o cartão e confirmar que o que temos definido é o necessário para “fazer acontecer“. E então é isto que precisamos buscar, confirmação! E dos nossos clientes! Eles irão confirmar sua ideia e ajudar a mesma a crescer.

O que mais sobre cartões?


Jessica Hagy do site Indexed, que conheci por indicação da minha irmã. Você encontra o livro da Jessica na Amazon.

O negócio é o seguinte: um cartão pode fazer muito por você. Até mesmo ajudar você a manter uma conversa com seus clientes. Tente e teste!

O poder de mudança e as pessoas

Padrão

5362273271_7499632c24

No dia 19 de outubro de 2011, eu escrevi no Twitter: “Cuidado, as vezes mesmo em estrutura flat de empresa você pode criar um mundo dilbert. Evite, dê poder de verdade as pessoas! #empowerment

Gostaria de evitar ver nas empresas qualquer coisa que se relacione com um post que fiz no primeiro de abril, onde trago a tona uma expectativa sobre como não viver no ambiente de trabalho. Enfim, parece que alguns não dão risada e ainda ficam imitando.

O principal é manter as coisas simples.

É poder trabalhar e criar um ambiente onde as pessoas se sintam responsáveis e com vontade de funcionar não apenas como profissionais que executam tarefas, mas também como profissionais que criam e puxam iniciativas, que estão presentes quando o time precisa de ajuda.

Que encontram na equipe um ambiente que se identificam e que querem ajudar a ficar melhor sempre.

Ao centralizar o poder no ambiente de trabalho, você dá a chance das pessoas criarem uma zona de conforto, e isto não deve ser alimentado, nunca. Steve Jobs falou uma vez, “Stay hungry, stay foolish“.

A moral de tudo isto é que você precisa se perguntar o quanto você é capaz de mudar algo onde está trabalhando. Será que a cultura de aprendizado existe mesmo ou você só pode e deve fazer o que está na descrição do seu cargo? E de quem é a responsabilidade sobre isto? #pense

Precisamos de prática!

Padrão

8182308742_11e245507e

Henry Mintzberg disse “You cannot create a manager or leader in a classroom“. O contexto vem de uma discussão sobre o mercado precisar de gerentes e não de MBAs. Que os cursos são muito bons para ensinar as práticas que gerentes vão precisar no mercado, pensando em “o que” aplicar… mas isto é diferente das situações de como aplicar, que se ganha com a prática do dia a dia.

Mintzberg também trabalha a questão que todos deveriam conhecer gerenciamento, para então buscar um cargo onde a necessidade de gestão seja um requisito.

O ponto é que a prática é o que nos leva a experiência e a realmente conhecer algum assunto.
Não é a teoria. É a prática. É a experimentação. É o trabalho em campo.

Então, da próxima vez que você entrar em uma sala de aula, lembre-se disto: um treinamento, o trabalho em sala de aula, serve para consciência e reflexão!

Para ganhar experiência, seja em projetos, em técnicas de apresentação e escrita, você precisa enfrentar situações no seu dia a dia. Existem formas de criar estas situações de realidade, exemplo:

  • Realizar melhorias na sua vída e no seu trabalho
  • Participar de projetos open source
  • Escrever artigos para blogs, revistas, portais
  • Criar produtos novos, sejam eles produtos de software ou não
  • Organizar eventos
  • Realizar trabalho voluntário para ONGs

O simples fato de participar de ações como estas, vão resultar em experiência. Prática. Esta prática vai ajudar a criar cultura. A criar um ambiente, de puro aprendizado, mas lembre, prático!