#AssimNoEsporteComoNaVida – 2 de 11
novembro 24, 2011
Na semana passada falei sobre o primeiro princípio: Aprendizado sobre ignorância.
Caso você não tenha lido ainda o primeiro princípio, eu sugiro que você acesse o post anterior e realize a leitura antes de prosseguir.
Princípio #2: Simplicidade sobre complexidade
Mantenha as coisas simples!
Não invente fórmulas mirabolantes.
Mas como saber se está simples? Se você estiver encontrando dificuldades para explicar para alguém como uma nova feature do software vai funcionar, é provável que sua proposta de solução esteja complexa/confusa. Quando isto ocorrer, pare, pense, remodele, e apresente novamente para outra pessoa.
Interessante como o princípio 2 vai de encontro a um dos 12 princípios do manifesto ágil:
“Simplicidade: a arte de maximizar a quantidade de trabalho que não precisou ser feito.”
Princípio #3: Proficiência sobre incompetência
Cartão, Conversação e Confirmação! O conceito 3C.
novembro 22, 2011

Fichas de papel, cartões de papel ou index cards, são uma excelente forma de manter a vista novas ideias para um produto de software. E a melhor característica delas é o espaço limitado. Hein?
Sim.
Você não vai conseguir colocar toda informação necessária na ficha. E isto é bom, pode acreditar.
Em 2003 quando eu estava estudando eXtreme Programming, ouvi uma história do Ron Jeffries sobre 3C. E desde então eu aplico e ensino isto, pelo valor que esta prática agrega no dia a dia de um projeto.
O conceito do 3C é baseado em iniciar com a escrita de uma ideia em um cartão, para que possamos lembrar. O cartão é o primeiro C. E ele leva ao próximo, gerando um “lembrete para a conversação”.
Que é o que precisamos gerar, conversas. O objetivo com isto é validar as ideias, com pessoas que podem ajudar no tópico. O melhor nestas conversas é criar exemplos que ajudem a validar a mesma. Estes exemplos acabam virando depois cenários de aceitação da história. Se é um cálculo, exemplos de cálculos. Através deste processo, criamos um “cartão executável“. E este é o nosso segundo C. Ah, um cartão normalmente possui um documento auxiliar, onde o requisito em questão é documentado seguindo os padrões que a equipe utiliza.
Estas conversas ajudam o time a identificar alguns atributos para os cartões, exemplo?
- senso de valor
- prioridade
- risco associado
- qualquer-atributo-que-o-time-consiga-ver-valor.
O terceiro C é sobre confirmação. Através das conversas com o time e clientes poderemos entender como validar o cartão e confirmar que o que temos definido é o necessário para “fazer acontecer“. E então é isto que precisamos buscar, confirmação! E dos nossos clientes! Eles irão confirmar sua ideia e ajudar a mesma a crescer.
O que mais sobre cartões?
Jessica Hagy do site Indexed, que conheci por indicação da minha irmã. Você encontra o livro da Jessica na Amazon.
O negócio é o seguinte: um cartão pode fazer muito por você. Até mesmo ajudar você a manter uma conversa com seus clientes. Tente e teste!
#AssimNoEsporteComoNaVida – 1 de 11
novembro 17, 2011
Podemos aprender muito com o esporte! Disciplina, determinação, perseverança, foco, simplicidade, eficiência, confiança, humildade, etc…
Stephen Long em seu livro “Level Six Performance: A Gold Medal Formula for Achieving Professional & Personal“, citou 11 princípios que fazem um bom atleta se tornar um atleta campeão. Gostei muito da visão do autor e adaptei estes 11 princípios para o mundo corporativo.
A cada semana, sempre na quinta-feira, será pulicado um dos princípios aqui no pingos de agilidade.
Princípio #1: Aprendizado sobre ignorância
Não chore sobre o leite derramado!
Os problemas sempre vão acontecer, mas cabe a você aprender com eles (todos os dias, para sempre).
Entenda (e aprenda) com a diferença entre o resultado planejado x resultado ocorrido.
Aprenda com erros, mas principalmente, com os acertos.
Reuniões de retrospectiva são um ótimo momento para aprendizado -> Sugestão de leitura 1, Sugestão de leitura 2
Princípio #2: Simplicidade sobre complexidade
O poder de mudança e as pessoas
novembro 15, 2011
No dia 19 de outubro de 2011, eu escrevi no Twitter: “Cuidado, as vezes mesmo em estrutura flat de empresa você pode criar um mundo dilbert. Evite, dê poder de verdade as pessoas! #empowerment“
Gostaria de evitar ver nas empresas qualquer coisa que se relacione com um post que fiz no primeiro de abril, onde trago a tona uma expectativa sobre como não viver no ambiente de trabalho. Enfim, parece que alguns não dão risada e ainda ficam imitando.
O principal é manter as coisas simples.
É poder trabalhar e criar um ambiente onde as pessoas se sintam responsáveis e com vontade de funcionar não apenas como profissionais que executam tarefas, mas também como profissionais que criam e puxam iniciativas, que estão presentes quando o time precisa de ajuda.
Que encontram na equipe um ambiente que se identificam e que querem ajudar a ficar melhor sempre.
Ao centralizar o poder no ambiente de trabalho, você dá a chance das pessoas criarem uma zona de conforto, e isto não deve ser alimentado, nunca. Steve Jobs falou uma vez, “Stay hungry, stay foolish“.
A moral de tudo isto é que você precisa se perguntar o quanto você é capaz de mudar algo onde está trabalhando. Será que a cultura de aprendizado existe mesmo ou você só pode e deve fazer o que está na descrição do seu cargo? E de quem é a responsabilidade sobre isto? #pense
Precisamos de prática!
novembro 1, 2011
Henry Mintzberg disse “You cannot create a manager or leader in a classroom“. O contexto vem de uma discussão sobre o mercado precisar de gerentes e não de MBAs. Que os cursos são muito bons para ensinar as práticas que gerentes vão precisar no mercado, pensando em “o que” aplicar… mas isto é diferente das situações de como aplicar, que se ganha com a prática do dia a dia.
Mintzberg também trabalha a questão que todos deveriam conhecer gerenciamento, para então buscar um cargo onde a necessidade de gestão seja um requisito.
O ponto é que a prática é o que nos leva a experiência e a realmente conhecer algum assunto.
Não é a teoria. É a prática. É a experimentação. É o trabalho em campo.
Então, da próxima vez que você entrar em uma sala de aula, lembre-se disto: um treinamento, o trabalho em sala de aula, serve para consciência e reflexão!
Para ganhar experiência, seja em projetos, em técnicas de apresentação e escrita, você precisa enfrentar situações no seu dia a dia. Existem formas de criar estas situações de realidade, exemplo:
- Realizar melhorias na sua vída e no seu trabalho
- Participar de projetos open source
- Escrever artigos para blogs, revistas, portais
- Criar produtos novos, sejam eles produtos de software ou não
- Organizar eventos
- Realizar trabalho voluntário para ONGs
O simples fato de participar de ações como estas, vão resultar em experiência. Prática. Esta prática vai ajudar a criar cultura. A criar um ambiente, de puro aprendizado, mas lembre, prático!