Ainda sobre a Retrospectiva…

Para que as reuniões de retrospectiva proporcionem o crescimento do time e do processo de trabalho,  é interessante que as pessoas se preparem.

Algumas sugestões:

– Preparação: É interessante que durante a iteração, cada membro do time tenha um controle pessoal dos pontos positivos e negativos que foram ocorrendo no dia-a-dia. Desta forma todos chegarão à reunião melhor preparados, e o risco de que se esqueçam de citar algum assunto relevante é menor.

– Tiro ao Alvo: As pessoas devem ser breves e objetivas quando forem falar. As emoções devem ficar do lado de fora da sala de reuniões.

– Tempo definido: É importante que a reunião tenha uma hora limite para acabar, porém as decisões não precisam ser tomadas as pressas. Se necessário o time deve marcar um novo horário para discutir sem pressa algum assunto que mereça maior atenção.

– Ataques pessoais podem ser evitados: Quando algum membro do time não gostou da atitude de outra pessoa, talvez seja mais produtivo e apropriado que o feedback ocorra individualmente (cara-a-cara) do que tratar o assunto na frente de todo o time.

– Ambiente: Se possível as reuniões devem ocorrer em um ambiente diferente daquele que o time passa o tempo todo trabalhando. Ambientes descontraídos colaboram para que as pessoas entrem “desarmadas” na reunião.

Retrospectiva Sim, Choradeira Não

A reunião de retrospectiva é um bom momento para o time levantar pontos positivos e negativos que ocorreram durante a iteração.

Mas cuidado, reunião de retrospectiva não é local de choradeira.

Sempre levante pontos negativos com educação e cordialidade, lembre-se que pessoas não cometem erros propositadamente.

E muito importante, além de levantar um ponto negativo sempre passe ao time uma sugestão de ação para melhoria, ou caso contrário você estará apenas “choramingando”.

Agilidade? (por Luiz Claudio Parzianello)

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É engraçado, mas não sei mais como definir agilidade … Se eu tentar fazê-lo, acho que vou destruir o conceito! Para mim, agilidade é um caminho de descobertas que conduz à ética e ao aperfeiçoamento contínuo, tanto do indivíduo quanto da organização de software.

Na primeira edição do Community Journal da Visao Ágil, pude escrever o seguinte sobre uma pergunta muito semelhante:

Muitos acreditam que o Manifesto Ágil não passa de uma piada, enquanto outros acreditam que ele marca o início de uma mudança na história do desenvolvimento de software. Alguns acreditam que tudo isso é um mero modismo, enquanto outros conquistam continuamente melhorias substanciais na qualidade e produtividade de suas equipes de desenvolvimento. Muitos acreditam que agilidade é assunto para pequenos, enquanto poucos já demonstraram que milhares de pessoas trabalhando de forma colaborativa e distribuída é coisa de gente grande. Pois bem, pude perceber ao longo dos últimos 10 anos, assessorando empresas e capacitando profissionais em projetos de implantação de Metodologias Ágeis, que a agilidade não está associada somente a uma nova cultura de crenças e valores, mas principalmente a uma nova busca de descobertas e iluminação. Iluminação no sentido de enxergar de vez que o desenvolvimento de software é um problema de logística que deve ser sustentado por uma forte cultura de comunicação e colaboração entre todas as partes interessadas num produto ou projeto de software. Logística no sentido de desenvolver competências para a entrega rápida de pequenos incrementos de software de alta qualidade, mantendo sempre um ritmo constante sustentável. Comunicação e colaboração no sentido de compreender como a menor quantidade de software irá aumentar a vantagem competitiva de nossos clientes (fazer cada vez mais com cada vez menos). Se você promover de forma honesta a melhoria contínua de pessoas, ferramentas e métodos, você com certeza encontrará o pensamento Ágil e descobrirá que esse é o único caminho para o sucesso e a satisfação de sua equipe de desenvolvimento.

Luiz Claudio Parzianello é Coach especialista em temas como Engenharia de Requisitos, Lean Software Development, Scrum e Extreme Programming. É sócio-fundador da empresa Surya Gestão Digital e vice-Coordenador do GUMA.

Agilidade? (por Rafael Prikladnicki)

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Eu gosto da definição do Philippe Kruchten: “Agilidade é a habilidade de uma organização de responder à mudancas no seu ambiente de atuação mais rápido do que a taxa de ocorrência destas mudanças.”

Além disso, a agilidade reforça a importância do fator humano em projetos de software, bem como inspeção constante e entregas rápidas.

Rafael Prikladnicki é Professor da Faculdade de Informática da PUCRS, integrante da equipe de coordenacao do GUMA,
instrutor e coach de Lean e Scrum.

Agilidade? (por Manoel Pimentel Medeiros)

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Em minha opinião, agilidade não é apenas um conjunto de práticas aplicadas para melhorar o desenvolvimento de software, mas sim uma verdadeira filosofia de vida, que nos faz encarar as questões do dia-a-dia, através do reconhecimento de nossas limitações e ao mesmo tempo, do desenvolvimento de nossas potencialidades como ser humano.

Manoel Pimentel Medeiros é Agile Coach e Diretor Editorial da Revista Visão Ágil.