A Importância do Aceite

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Ao final de cada ciclo de trabalho (no scrum chamado de sprint), é indicado que o time realize uma demonstração das novas funcionalidades desenvolvidas. Esta demonstração é realizada pelo time para o próprio time. Importante lembrar que o cliente pode fazer parte do time (cliente presente).

Para uso efetivo do tempo do time, é aconselhável que o solicitante de uma funcionalidade, seja cliente interno ou externo, já tenha tido a oportunidade de validar a funcionalidade antes da revisão da sprint. Ou seja, sempre que o time entender que terminou uma funcionalidade o cliente é chamado para aceitar a mesma.

Geralmente neste processo o cliente vai passar alguns feedbacks, sejam eles positivos ou negativos, ou até mesmo indicar que a funcionalidade ficou completamente fora do que ele esperava.

No caso do feedback ser positivo, nós teremos segurança que vamos entregar software funcionando de verdade. Comemore!

No caso do feedback ser “tá quase lá”, você terá oportunidade de ajustar e evoluir a funcionalidade antes de colocá-la em produção.

E no caso do feedback ser negativo, do tipo “não é nada disto, vocês não entenderam o que eu pedi”, comemore também, pois como o Daniel Wildt sempre fala: 

A única certeza que temos é que vamos falhar, então precisamos falhar rápido.

Imagine se você só descobrisse que construiu uma funcionalidade totalmente diferente do que o cliente esperava no dia em que o software entrou em produção, ou em um treinamento com toda equipe do seu cliente. Seria terrível!

Por isto, criar a cultura de Aceite dentro de seu time pode ser uma prática muito saudável, e sem contraindicações, pois todo mundo ganha, a empresa, o time e o cliente.

 

Importante: Pedir para o cliente validar uma tarefa não substitui de forma alguma o processo de testes. A ideia aqui não é propor que o cliente faça testes buscando quebrar a funcionalidade, afinal de contas nosso time deve ser composto por desenvolvedores profissionais, que sabem testar software. O objetivo de buscar o aceite do cliente é verificar se ficou tudo de acordo com o esperado. Normalmente este processo não leva mais do que alguns minutos.

 

Uma alternativa interessante para criar a cultura do aceite no time pode ser criar no kanban uma fila chamada “Aguardando Aceite”, onde os cartões prontos na visão do time serão posicionados, e somente após aceite do cliente estes serão movidos para a fila “Pronto”.

Um fator importante para este processo funcionar é o cliente ou solicitante das demandas estar disponível para realizar aceites das tarefas prontas periodicamente, caso contrário estaremos apenas criando um gargalo.

Este processo trará uma maior segurança ao time, uma vez que os cartões considerados prontos pelo time realmente estarão prontos de verdade já que o cliente os aceitou durante a sprint.

Se no seu cenário for impossível aproximar o cliente, mesmo que por skype, considere então buscar o aceite pelo menos da pessoa que realizou a análise da funcionalidade. Isto já vai trazer um ganho significativo de qualidade, o que vai elevar a moral e a coragem do time.

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Agilidade? (por Bruno Pedroso)

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Agilidade é reconhecer o processo de software como uma atividade inerentemente criativa, valorizando os aspectos humanos e utilizando abordagens adaptativas (ao invés de preditivas) na busca do equilíbrio entre ação (pragmatismo) e reflexão (aprendizado) ao longo do projeto.

Bruno Pedroso é coach de projetos e coordenador da área técnica da SEA tecnologia.

Agilidade? (por Luiz Claudio Parzianello)

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É engraçado, mas não sei mais como definir agilidade … Se eu tentar fazê-lo, acho que vou destruir o conceito! Para mim, agilidade é um caminho de descobertas que conduz à ética e ao aperfeiçoamento contínuo, tanto do indivíduo quanto da organização de software.

Na primeira edição do Community Journal da Visao Ágil, pude escrever o seguinte sobre uma pergunta muito semelhante:

Muitos acreditam que o Manifesto Ágil não passa de uma piada, enquanto outros acreditam que ele marca o início de uma mudança na história do desenvolvimento de software. Alguns acreditam que tudo isso é um mero modismo, enquanto outros conquistam continuamente melhorias substanciais na qualidade e produtividade de suas equipes de desenvolvimento. Muitos acreditam que agilidade é assunto para pequenos, enquanto poucos já demonstraram que milhares de pessoas trabalhando de forma colaborativa e distribuída é coisa de gente grande. Pois bem, pude perceber ao longo dos últimos 10 anos, assessorando empresas e capacitando profissionais em projetos de implantação de Metodologias Ágeis, que a agilidade não está associada somente a uma nova cultura de crenças e valores, mas principalmente a uma nova busca de descobertas e iluminação. Iluminação no sentido de enxergar de vez que o desenvolvimento de software é um problema de logística que deve ser sustentado por uma forte cultura de comunicação e colaboração entre todas as partes interessadas num produto ou projeto de software. Logística no sentido de desenvolver competências para a entrega rápida de pequenos incrementos de software de alta qualidade, mantendo sempre um ritmo constante sustentável. Comunicação e colaboração no sentido de compreender como a menor quantidade de software irá aumentar a vantagem competitiva de nossos clientes (fazer cada vez mais com cada vez menos). Se você promover de forma honesta a melhoria contínua de pessoas, ferramentas e métodos, você com certeza encontrará o pensamento Ágil e descobrirá que esse é o único caminho para o sucesso e a satisfação de sua equipe de desenvolvimento.

Luiz Claudio Parzianello é Coach especialista em temas como Engenharia de Requisitos, Lean Software Development, Scrum e Extreme Programming. É sócio-fundador da empresa Surya Gestão Digital e vice-Coordenador do GUMA.

Agilidade? (por Rafael Prikladnicki)

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Eu gosto da definição do Philippe Kruchten: “Agilidade é a habilidade de uma organização de responder à mudancas no seu ambiente de atuação mais rápido do que a taxa de ocorrência destas mudanças.”

Além disso, a agilidade reforça a importância do fator humano em projetos de software, bem como inspeção constante e entregas rápidas.

Rafael Prikladnicki é Professor da Faculdade de Informática da PUCRS, integrante da equipe de coordenacao do GUMA,
instrutor e coach de Lean e Scrum.

Agilidade? (por Manoel Pimentel Medeiros)

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Em minha opinião, agilidade não é apenas um conjunto de práticas aplicadas para melhorar o desenvolvimento de software, mas sim uma verdadeira filosofia de vida, que nos faz encarar as questões do dia-a-dia, através do reconhecimento de nossas limitações e ao mesmo tempo, do desenvolvimento de nossas potencialidades como ser humano.

Manoel Pimentel Medeiros é Agile Coach e Diretor Editorial da Revista Visão Ágil.