Precisamos de prática!

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Henry Mintzberg disse “You cannot create a manager or leader in a classroom“. O contexto vem de uma discussão sobre o mercado precisar de gerentes e não de MBAs. Que os cursos são muito bons para ensinar as práticas que gerentes vão precisar no mercado, pensando em “o que” aplicar… mas isto é diferente das situações de como aplicar, que se ganha com a prática do dia a dia.

Mintzberg também trabalha a questão que todos deveriam conhecer gerenciamento, para então buscar um cargo onde a necessidade de gestão seja um requisito.

O ponto é que a prática é o que nos leva a experiência e a realmente conhecer algum assunto.
Não é a teoria. É a prática. É a experimentação. É o trabalho em campo.

Então, da próxima vez que você entrar em uma sala de aula, lembre-se disto: um treinamento, o trabalho em sala de aula, serve para consciência e reflexão!

Para ganhar experiência, seja em projetos, em técnicas de apresentação e escrita, você precisa enfrentar situações no seu dia a dia. Existem formas de criar estas situações de realidade, exemplo:

  • Realizar melhorias na sua vída e no seu trabalho
  • Participar de projetos open source
  • Escrever artigos para blogs, revistas, portais
  • Criar produtos novos, sejam eles produtos de software ou não
  • Organizar eventos
  • Realizar trabalho voluntário para ONGs

O simples fato de participar de ações como estas, vão resultar em experiência. Prática. Esta prática vai ajudar a criar cultura. A criar um ambiente, de puro aprendizado, mas lembre, prático!

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O que é Agilidade? Revisitando o conceito… (por Daniel Wildt)

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No dia 26 de junho de 2010, o Rafael Helm publicou aqui mesmo no Pingos de Agilidade o que era para mim Agilidade. O Rafael pediu para eu mandar em uma frase.

E eu mandei: Atitude, foco em entrega de software, trabalho em equipe e mehoria contínua.

Só que como todo desenvolvedor Clean Code, tudo pode ser refatorado. 🙂

E nesta declaração, se eu for refatorar, como já vi o @KlausWuestefeld fazer com os valores do eXtreme Programming, chegando no Learning and Coolness, entendo que atitude e foco em entrega fazem o resto acontecer.

Vejamos:

Trabalho em equipe não é opcional. Você nunca vai ser melhor do que uma equipe em sinergia. Não quer uma equipe? Pense em um par, pense nos benefícios de ter conhecimento navegando e se tornando algo consciente e consistente entre as pessoas que fazem parte da equipe.

Melhoria contínua também não é opcional. Se sua equipe não melhora, ela sempre vai piorar. Simplesmente não se consegue “manter” a qualidade porque conforme o aumento da base de código, prazos, decisões mal feitas no projeto, novos problemas relacionados a modularidade e outros aspectos no desenvolvimento de software vão ficar mais visíveis. Então melhorar continuamente é algo que se faz sempre.

É a continuidade do processo de questionar aquilo que está sendo feito e buscar sempre melhorar, faz parte da atitude.

E é o que sobra e ao mesmo tempo faz a diferença. A atitude da equipe perante os obstáculos e como ela encara as situações de planejar novas funcionalidades para um produto, como ela encara o feedback ao cliente depois de um problema na operação do produto. Ou ainda como cada pessoa que faz parte da equipe vê a resolução de um defeito.

Se eu foco na entrega de software, quero garantir que o trabalho será o melhor possível, pois ninguém quer ter que trabalhar a noite ou final de semana ajustando algum problema de produção, causado na liberação de versão.

Então focar em entrega exige busca por qualidade, exige melhoria contínua. Só que sem atitude e foco em entregar aquilo que o cliente precisa, pensando em simplicidade, nada ocorre.

Exige aprender novos truques, em buscar novos conceitos como DevOps e Continuous Delivery.